Monteiro Lobato

Monteiro Lobato | 1918 – 1925 – Lobato Editor

1918 – 1925 – Lobato Editor

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1918
Lança "Urupês"
Lança "Urupês", livro de contos considerado a obra-prima do escritor e um clássico da literatura brasileira.
18/03/1918
Problema Vital
Lobato inicia, no jornal O Estado de S. Paulo, a série de artigos sobre saúde pública e saneamento, reunidos posteriormente no livro "Problema Vital", publicado no final do ano. Num deles escreve a respeito do Jeca Tatu, criado quatro anos antes resultado da sua experiência com os trabalhadores rurais: "Está provado que tens no sangue e nas tripas um jardim zoológico da pior espécie. (...) É essa bicharia cruel que te faz papudo, feio, molenga, inerte". Concluindo que "o caipira não é assim" mas "está assim”. Lobato redefine, num tom diametralmente oposto ao dos artigos de 1914, "Urupês" e "Uma velha praga", o perfil de seu personagem: indolente não pela sua natureza genética ou racial, mas sim pela falta de condições de higiene e saúde. Nascia o segundo Jeca. Característica fundamental de Lobato sempre foi a de mudar de opinião apos compreender melhor a situação alem de sempre tentar imaginar uma solução.
06/1918
A linha nacionalista da Revista do Brasil
A linha nacionalista da Revista do Brasil, lançada em janeiro de 1916, empolga Monteiro Lobato e sem hesitar comprou-a em junho de 1918 com o que recebera pela fazenda do Buquira. Paralelamente à sua redação, desenvolve uma seção editorial na qual terão início atividades que revolucionariam a produção do livro no país editando autores novos ao lado de outros já consagrados. Usa artistas nacionais e emergentes para ilustrar as capas de maneira transformar o livro em um objeto atraente.
4/6/1918
No diário coletivo de sua garçonnière
No diário coletivo de sua garçonnière da rua Líbero Badaró, Oswald de Andrade registrou: "Lobato esteve aqui e esqueceu as provas dos seus Urupês sobre o sofá. A Cyclone [Maria de Lurdes Castro, que viria a se casar com Oswald], muito pimpona, atribuiu à sua influência desnorteadora esse gesto do nosso homem do dia. Lobato, defenda-se ou confesse que tomou Cyclomol."
08/07/1918
Venda de Livros
"Os Urupês vão se vendendo melhor do que esperei, e neste andar tenho de vir com a segunda edição dentro de três ou quatro semanas. Há livrarias que no espaço duma semana repetiram o pedido três vezes (...). O Saci-Pererê também se vende bem; estou já só com um resto - talvez um quarto da 2ª edição. (...) A alta do papel impede-me de lucros maiores na Revista [do Brasil] e nos livros; mesmo assim, cada milheiro deixa líquido um conto e tanto... quando não encalha. A mim me favoreceu muito aquela campanha pró-saneamento que fiz pelo Estado. Popularizou muito a marca 'Monteiro Lobato’.” M.L.
29/8/1918
Vou editar o Ricardo [Gonçalves] em setembro

"Vou editar o Ricardo [Gonçalves] em setembro - Ipês. Já temos, paridos pelo prelo, o [José Antonio] Nogueira e eu; saindo você e o Ricardo, restará em estado interessante só o Albino [Camargo] com seu tratado de psicologia. E o Cenáculo terá vencido, hein? (...) Meu mal é curioso, Rangel. Excesso de chance. Tudo me sai sorteado." São Paulo, 29/8/1918.

10/1918
Gripe espanhola
A gripe espanhola faz milhares de vítimas no Brasil. Só em São Paulo morrem 8 mil pessoas. Todos da família de Lobato ficam doentes, exceto ele mesmo.
11/11/1918
Fim à Primeira Guerra Mundial
Armistício assinado entre a Alemanha e os países aliados põe fim à Primeira Guerra Mundial.
24/11/1918
Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá
"Fechei neste momento um romance de Lima Barreto, Isaías Caminha. É dos tais legíveis de cabo a rabo. Romancista de verdade. Amanhã vou assinar com ele contrato para a edição dum livro novo, Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá, cujos originais já estão aqui. A letra é infamérrima e irregularíssima. Há trechos em que o autor positivamente cambaleia, e outros em que para 'destripar o mico'. Mas quanto talento e do bom!.” M.L.
1919
Cidades Mortas
Lançamento de "Cidades Mortas" e "Idéias de Jeca Tatu". No primeiro, Lobato reuniu escritos do tempo de estudante a textos que retratam a decadência das outrora ricas regiões cafeeiras. No segundo, está compilada sua produção de crítica literária e de arte.
1919
Rutherford divide o átomo
Rutherford divide o átomo; em Weimar, Alemanha, é fundada a Bauhaus, escola de arquitetura e artes aplicadas.
20/02/1919
A Revista [do Brasil]
"A Revista [do Brasil] cresce e engorda como bananeira, e a seção das edições toma corpo.” M.L.
04/03/1919
Oficinas próprias
"Já temos oficinas próprias e problemas operários. (...) O próximo número da Revista [do Brasil] já será impresso em nossas oficinas, com tintas nossas, tipos nossos - e verás como melhorará de fatura.” M.L.
05/03/1919
Olegário Ribeiro & Cia
Associado à Olegário Ribeiro & Cia., Lobato forma a Olegário Ribeiro, Lobato & Cia., mas a sociedade editora dura apenas alguns meses.
20/03/1919
Esgota-se a terceira edição de Urupês
Em discurso proferido no Teatro Lírico do Rio de Janeiro, Rui Barbosa faz longa referência ao Jeca Tatu. Com isso, rapidamente esgota-se a terceira edição de Urupês.
06/07/1919
Língua espanhola
"Acaba de fazer um ano que comprei a Revista do Brasil. (...) Entre as coisas futuras projetadas está uma seção argentina, para lançar coisas nossas, traduzidas, no mercado de língua espanhola, que é grande. Estamos estudando a nossa associação com a Cooperativa Editorial Argentina e uma agência de publicidade. Iniciaremos a série com Alencar e outros artigos já em domínio público, dando simultaneamente uma edição em português e outra em espanhol. Os bons livros brasileiros encontram grande saída em espanhol.” M.L.
1920
Negrinha
Lançamento do livro de contos “Negrinha” com somente 5 estórias na sua primeira edição. Segundo Lobato, "filhote de livro (...) para fazer uma experiência: verificar se vale mais a pena lançar ‘livros inteiros’ a 4 mil réis ou ‘meios livros’ a 2$500”, Monteiro Lobato.
17/1/1920
Faço livros e vendo-os porque há mercado para a mercadoria
Faço livros e vendo-os porque há mercado para a mercadoria; exatamente o negócio do que faz vassouras e vende-as, do que faz chouriços e vende-os. (...) O público - o respeitável público dos circos de cavalinhos - merece um pouco de atenção. Porque afinal de contas, Rangel, é o público que marcha com os cobres." São Paulo, 17/1/1920
03/1920
Os Faroleiros
Estréia em São Paulo a adaptação cinematográfica do conto "Os Faroleiros", produzido pela Sociedade de Cultura Artística Romeiros do Progresso. Direção de Antônio Leite, com Antônio Latari e Clarinda Lopes.
23/03/1920
O triunfo das nossas edições
"O triunfo das nossas edições está excedendo aos meus cálculos; desde janeiro, 12 mil volumes vendidos: 4 mil "Cidades Mortas", 4 mil "Idéias de Jeca [Tatu]", 3 mil “Urupês" e mil “ eremias". (...) Estão a sair "Sem Crime", de Papi Júnior, (...); "Madame Pommery", uma obra prima de sátira bordelenga, do Toledo Malta ou 'Hilário Tácito': Tácito, porque aquilo é história, e Hilário porque é história alegre. (...) Ando a colaborar no Correio da Manhã e tive convite d'O Jornal [ambos do Rio de Janeiro]. Cinqüenta mil réis o artigo.” M.L.
31/05/1920
Papel e Tinta
A revista Papel e Tinta, em seu primeiro número, publica entrevista de Oswald de Andrade com Monteiro Lobato.
06/1920
Monteiro Lobato & Cia
Associado a Octalles Marcondes Ferreira, Lobato funda a editora Monteiro Lobato & Cia.
25/12/1920
A Menina do Narizinho Arrebitado
Lançamento de "A Menina do Narizinho Arrebitado", com capa ilustrada e cartonada, formato 29 X 22 cm, 43 páginas e desenhos coloridos de Voltolino. Primeira obra de Monteiro Lobato para as crianças, nela surge a boneca Emília.
1921
“Urupês" é lançado na Argentina
“Urupês" é lançado na Argentina, em tradução de Benjamin de Garay. A revista A Novela Nacional, da Sociedade Editora Olegário Ribeiro, publica 'Os Negros' ou Ele e o “Outro", "novela-cine romântica, com pios de coruja, noite tempestuosa, mortes trágicas e outros ingredientes; leitura perigosa às meninas histéricas e aos velhos cardíacos que crêem em almas do outro mundo." Lançamento de "A Onda Verde", volume que reúne a produção jornalística de Lobato sobre as novas áreas onde o café está em ascensão, e de "Fábulas de Narizinho", para as crianças.
04/1921
O Saci
Lançamento de "O Saci", seguido de "Narizinho Arrebitado", edição de "A Menina do Narizinho Arrebitado" acrescida de histórias inéditas, 181 páginas, em tiragem de 50 mil exemplares e adotada pelo governo de São Paulo para a rede escolar.
02/05/1921
Revista literária
Monteiro Lobato inicia colaboração na Novela Semanal, revista literária dirigida por Breno Ferraz, lançada pela Sociedade Editora Olegário Ribeiro.
16/05/1921
Alma Negra
La Novela Semanal, de Buenos Aires, publica "Alma Negra", versão de “Negrinha" em espanhol.
06/1921
Urupês em espanhol
"Recebi o Urupês em espanhol lançado na Argentina. Bela edição. (...) Nos Estados Unidos quer traduzi-lo Isaac Goldberg. E em França, um Julien Fauvel. Livro de sorte.” M.L.
17/09/1921
Paulicéia Desvairada
Lobato recusa-se a editar "Paulicéia Desvairada", livro em que Mario de Andrade lança as diretrizes estéticas do modernismo.
1922
Patenteia o iconoscópio
Com a Marcha sobre Roma, Mussolini chega ao poder na Itália. Vladimir K. Zworykin patenteia o iconoscópio, invento que tornaria possível o advento da televisão.
1922
O Marquês de Rabicó
Lançamento de "O Marquês de Rabicó" e "Fábulas", livro também aprovado pela Diretoria de Instrução Pública do Estado de São Paulo para uso didático.
1922
Lobato aceita concorrer à cadeira nº 11 da Academia Brasileira de Letras
Lobato aceita concorrer à cadeira nº 11 da Academia Brasileira de Letras, vaga com a morte de Pedro Lessa. Nos EUA, Isaac Golberg dedica um capítulo à análise da obra de Monteiro Lobato em Brazilian Literature.
25/01/1922
Mudamo-nos para a rua Santa Efigênia 3-A
"Mudamo-nos para a rua Santa Efigênia 3-A - um grande armazém térreo onde adquirimos a feição normal dos grandes negociantes de cebolas. Vendemos cebolas literárias. (...) Adeus, rua Boa Vista 52, onde comecei como um espermatozoário! Adeus, salinha de xadrez (...). Aquilo ainda era 'arte'. Aqui na Santa Efigênia já somos só cebolas. O 'Monteiro Lobato & Cia' está chegando ao fim. De repente viramos sociedade anônima ou qualquer coisa limitada, e pronto..." M.L.
13 e 15/2/1922
No rastro da Semana de Arte Moderna
No rastro da Semana de Arte Moderna, realizada entre 13 e 15/2/1922 no Teatro Municipal de São Paulo, Lobato inclui no rol dos autores por ele editados alguns de seus protagonistas: Oswald de Andrade, com Os condenados, e Menotti del Picchia, com O homem e a morte. Detalhe: ambos com capa de autoria de Anita Malfatti.
13/02/1922
Semana de Arte Moderna
No rastro da Semana de Arte Moderna, realizada entre 13 e 15/2/1922 no Teatro Municipal de São Paulo, Lobato inclui no rol dos autores por ele editados alguns de seus protagonistas: Oswald de Andrade, com Os condenados, e Menotti del Picchia, com "O Homem e a Morte". Detalhe: ambos com capa de Anita Malfatti.
15/02/1922
Desistindo da candidatura
"A ideia da Academia [Brasileira de Letras] falhou por birra minha. Não quis transigir com a praxe lá - a tal praxe de implorar votos, e eles são extremamente suscetíveis nesse ponto. (...) Ora, não há gosto em fazer parte de um grêmio de mentalidade assim e não pedi nada a ninguém; fiz mais: mandei outra carta desistindo da minha candidatura (...).” M.L.
25/03/1922
É fundado o Partido Comunista do Brasil.
É fundado o Partido Comunista do Brasil.
05/07/1922
Rebelião tenentista
Rebelião tenentista sacode os quartéis do Rio de Janeiro, episódio que ficou conhecido como os 18 do Forte de Copacabana.
12/1922
Monteiro Lobato & Cia
A Monteiro Lobato & Cia. amplia sua participação societária. Lobato e Octalles M. Ferreira ganham nove sócios: Martinho Prado, José Carlos de Macedo Soares, Paulo Prado, Alberto Seabra e Alfredo Machado, Heitor de Morais, Renato Maia, Alfredo Costa e José Antonio Nogueira.
1923
General Motors
A General Motors torna-se a maior companhia industrial do mundo.
1923
O Macaco que se Fez Homem
Lançamento de "O Macaco que se Fez Homem", "O Mundo da Lua" e "Contos Escolhidos", adotado em estabelecimentos de ensino.
1923
El Comprador de Haciendas
Sob o título "El Comprador de Haciendas", uma coletânea de contos de Lobato é lançada na Espanha, em tradução de Benjamin de Garay.
20/04/1923
Rádio Sociedade
É fundada a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, primeira emissora de radiodifusão do Brasil.
06/1923
Jeca Tatu na Sorbonne
Em carta a Lobato, Oswald de Andrade noticia conferência que fez na mais prestigiada universidade francesa – Jeca Tatu na Sorbonne, ironiza – a ser publicada na Revue de l’Amerique Latine.
10/9/1923
Meti-me em automobilismo

"(...) meti-me em automobilismo. Comprei um Ford e já ando a perturbar o trânsito da cidade. Ontem dei o primeiro tranco numa carroça, mas ainda não esmaguei nenhum pedestre. Curiosa a mudança de mentalidade que o automóvel ocasiona. O pedestre passa a ser uma raça vil e desprezível, cuja única função é atravessar as ruas. Quem adquire auto promove-se de 'pedestre' a 'rodante' - e passa a desprezar os miseráveis pedestres que se arrastam pelas superfícies, como lagartas." São Paulo, 10/9/1923.

01/12/1923
O bom negócio é o didático
"A vendagem dos livros tem caído; todos os livreiros se queixam - mas o público tem razão. Câmbio infame, aperto geral, vida cara. Não há sobras nos orçamentos para a compra dessa absoluta inutilidade chamada 'livro'. Primo vivere. (...) Estamos refreando as edições literárias para intensificação das escolares. O bom negócio é o didático." M.L., São Paulo.
1924
A Caçada da Onça
Lançamento de "A Caçada da Onça" e de "Jeca Tatuzinho", ilustrado por Kurt Wiese, em que o personagem-símbolo criado por Lobato ensina noções de higiene e saneamento às crianças. Edição do "O Garimpeiro do Rio das Garças", também ilustrado por Wiese, num formato muito próximo ao das histórias em quadrinhos. Chega ao mercado argentino a coletânea de contos "Los Ojos que Sangran", traduzidos por B. Sanchez-Saez.
1924
Companhia Gráfico-Editora Monteiro Lobato
Na rua Brigadeiro Machado, no Brás, em prédio com 5 mil metros quadrados, Lobato monta o maior parque gráfico da América Latina. Para dar suporte ao projeto de expansão, a Monteiro Lobato & Cia, transforma-se, em maio desse ano, na Companhia Gráfico-Editora Monteiro Lobato, sociedade anônima presidida por José Carlos de Macedo Soares que reunia a nata da classe dirigente paulistana.
04/1924
A revista Lecturas, de Buenos Aires, publica Barba Azul
A revista Lecturas, de Buenos Aires, publica Barba Azul, conto de Negrinha traduzido por B. Sanchez-Saez.
07/1924
Revolução Tenentistas de ’24
Sob o comando do general Isidoro Dias Lopes, os tenentes tomam São Paulo, na Revolução Tenentistas de ’24. A revolução desorganiza a vida econômica paulistana e paralisa as atividades da editora de Lobato por dois meses. Após a retirada dos rebeldes a 27 de julho, o governo de Artur Bernardes inicia uma série de ações repressivas, entre as quais a prisão de Macedo Soares, presidente da Cia. Gráfico-Editora Monteiro Lobato, em 4 de agosto, acusado de ligações com os tenentes.
09/08/1924
O voto secreto
No dia do aniversário de Artur Bernardes, Lobato envia carta ao presidente em que faz um balanço dos acontecimentos e discute o sistema eleitoral vigente. Com o título "O voto secreto", o texto transforma-se num panfleto, largamente distribuído. Artur Bernardes reage e manda suspender todas as encomendas de livros escolares que a Companhia Gráfico-Editora imprimia e distribuía.
09/1924
A vingança da peroba
A Revue de L'Amerique Latine, n.º 33, editada em Paris, publica o conto "A vingança da peroba", extraído de Urupês e traduzido por G. Le Gentil.
09/1924
A Revue de L'Amerique Latine
A Revue de L'Amerique Latine, n.º 33, editada em Paris, publica o conto A vingança da peroba, extraído de Urupês e traduzido por G. Le Gentil.
1924 - 1925
Saúde financeira da Cia. Gráfico-Editora Monteiro
A saúde financeira da Cia. Gráfico-Editora Monteiro Lobato está abalada pelas dívidas contraídas para importação de maquinário e a empresa sofre os efeitos da seca que castigava São Paulo, reduzindo drasticamente o fornecimento de energia elétrica. Uma súbita mudança na política econômica do governo Bernardes desvaloriza a moeda e suspende o redesconto de títulos pelo Banco do Brasil. A editora de Lobato entre em crise terminal.
1925
Mein Kampf
Adolf Hitler publica Mein Kampf (Minha luta).
1925
Biotônico
Sob encomenda do Laboratório Fontoura, Monteiro Lobato adapta Jeca Tatuzinho para a promoção de seus produtos, em especial do Biotônico. Por ocasião do centenário do escritor, em 1982, esse folheto ultrapassaria a marca dos 100 milhões de exemplares.
1925
Brazilian Short Stories
Traduzidos por Isaac Goldberg, quatro contos de Lobato são editados nos Estados Unidos com o título Brazilian Short Stories, volume n.º 733 da série Little Blue Book.
11/01/1925
Abrasileirar a linguagem
"Estou a examinar os contos de Grimm dados pelo Garnier. Pobres crianças brasileiras! Que traduções galegais! Temos de refazer tudo isso - abrasileirar a linguagem." M.L., São Paulo.
05/1925
Sai o último número da Revista do Brasil
Sai o último número da Revista do Brasil, depois de 113 edições mensais ininterruptas. Adquirida por Assis Chateaubriand, só voltaria a circular em setembro do ano seguinte.
06/1925
Um suplício moderno
A Revue de L'Amerique Latine, n.º 42, publica o conto "Um suplício moderno", de Urupês, em tradução de Sérgio Milliet.
24/07/1925
Autofalência da Companhia Gráfico-Editora
Monteiro Lobato e o jurista Waldemar Ferreira dão entrada no requerimento de autofalência da Companhia Gráfico-Editora e tem início o processo de liqüidação que se estenderia por dois anos.
15/09 a 15/09/1925
Assembléia de constituição da Companhia Editora Nacional
Realiza-se no Rio de Janeiro a assembléia de constituição da Companhia Editora Nacional, com nove sócios, entre eles Octalles Marcondes Ferreira. Embora à frente do empreendimento desde o início, o nome de Lobato só figurará entre os sócios no final de 1926, época da transferência da matriz da editora para São Paulo.
10/1925
Meu Cativeiro entre os selvagens do Brasil
Em edição de 3 mil exemplares, a Companhia Editora Nacional estreia no mercado com "Meu Cativeiro entre os selvagens do Brasil", com as narrativas de Hans Staden, náufrago alemão que em 1550 foi aprisionado pelos Tupinambás.